Sem uma nuvem no céu e temperaturas que chegam aos 38°C a tarefa de enfrentar os raios assassinos provenientes da luminescente bola de fogo do céu faz o dia-a-dia se tornar ainda mais cansativo.
Não, não é adaptação de um dos capítulos de H. G. Whells, mas sim um brief climático destes meus últimos dias. Cronológicamente parei meus relatos na segunda-feira, portanto tenho 4 longos dias para narrar.
O primeiro fato a se salientar é a primeira das famosas festas de faculdade, na terça a noite. Imperdível? Não posso dizer... mas foi boa. Welcome to the Jungle -nome da festa- teve boas bandas, companhias legais, no entanto a infeliz soma de calor extremo com 4 pessoas/ m² fez dela um tanto cansativa. De 0~10, uma pontuação de 7 lhe caberia muito bem.
O dia seguinte foi um dia sem tantas coisas memoráveis. Ele foi, no entanto, fundamental. Porque? Simples. Depois de 4 dias seguidos sem dormir direito, passei a tarde inteira dormindo - esperando um fogão que só chegou no dia seguinte- e uma noite completa de sono. Uma ótima maneira de esnobar aqueles que foram em uma festa nesta quarta-feira a noite, sendo essa festa, por sinal, uma das consideradas imperdíveis. Perdi, sormi, não me arrependo, afinal consegui me manter consciente no primeiro dia de aula de verdade.
Bulhões, o famoso. Sim, este professor foi muito bem citado pelos veteranos, sobretudo no que se diz em relação ao icógnito trabalho de final de semestre. Gostei muito dele. É daqueles professores que você para, escuta, e chega a uma conclusão: ' esse cara é foda'.
Um texto de Antol Rosenfeld para se ler, uma exposição geral do que virá nas aulas diante, e uma motivação enorme de começar a realmente provar do centro formador intelectual que é uma universidade como a UNESP.
Nesse mesmo dia coloquei a prova toda minha performance no semáforo para arrancar dos carros passantes as - cada vez mais raras - moedinhas para a festa dos bixos de jornal: a grande M'Impensa. Bem, digamos que eu me apaixonei por 132 senhoras de 40 anos para mais, recitando epopéias como 'batatinha quando nasce' de joelhos, em nome de alguns trocados. Foi hilário e muito divertido, deveras.
Dormi muito bem nessa noite de quinta-feira, e acordei bem disposto no dia seguinte. Fui na aula e conheci outro professor, igualmente citado pelos veteranos, mas não tão bem afamado: Clodoaldo, ou melhor, Clõdõãldõ. Coitado, ele é fanho, fala baixo, dá aula de filosofia numa sexta-feira à tarde depois do almoço. Não é mau professor, no entanto a aula trás certa sonolência, digamos assim.
Tem um último fato que eu gostaria de salientar neste post. Não sei como nem porque, eu estava no super-mercado em Ribeirão Preto com meus pais, quando começa a tocar 'Imagine' e eu, inocentemente acompanho-a cantando. Uma senhora de uns 60 anos literalmente brotou do meu lado elogiando minha voz, se dizendo pianista e pintora, falando que gostou muito de mim, que tem bom ouvido musical e que achou o timbre e a afinação da minha voz muito bons. Interessante O.O. Parece que ser apelidado de John Lennon trouxe uma peculiar ironia quando cantei um dos clássicos de sua autoria hoje...rs.
Pois é.